As frases que grudam na alma
Desde muito cedo, começamos a colecionar frases que ouvimos sobre quem somos. Algumas ditas por pessoas próximas — pais, professores, irmãos. Outras, por colegas ou até por quem mal nos conhecia, mas deixou uma marca.
Frases como “você é muito sensível”, “você complica tudo”, “ninguém entende o que você quer”, ou “você sempre faz drama” podem parecer pequenas, mas quando repetidas ao longo dos anos, vão tomando espaço. Um espaço perigoso: o da nossa identidade.
Sem perceber, começamos a viver em função dessas falas. Passamos a acreditar que é verdade. E quando isso acontece, essas palavras deixam de ser apenas opiniões e se transformam em lentes pelas quais enxergamos o mundo — e a nós mesmas.
Quem é o autor da sua narrativa?
Quando você se olha no espelho, você se vê com os seus olhos… ou com os olhos de quem te definiu lá atrás? Essa pergunta pode parecer simples, mas é profunda. Muitas das histórias que contamos hoje sobre nós mesmas foram escritas com a tinta das experiências dos outros — dos julgamentos, das expectativas, dos rótulos.
E aí entra um ponto essencial: essas histórias são suas… ou foram colocadas em você?
A verdade é que podemos passar a vida toda tentando fugir de uma imagem que nem fomos nós que escolhemos. Ou tentando nos encaixar nela. E nos dois caminhos, perdemos um pedaço de quem realmente somos.
É hora de revisar a bagagem
Essa semana, a proposta é fazer uma pausa consciente. Respirar fundo e revisitar essas histórias. Tente se lembrar: quais frases marcaram a sua infância? O que você ouviu tanto que acabou acreditando, mesmo sem querer? Quem te disse isso? E, principalmente: essa definição ainda te serve? Ainda representa você? Ou até mesmo, alguma vez já representou quem você é de verdade?
Muitas vezes, essas frases vieram de pessoas que também estavam feridas, ou que projetaram suas inseguranças em você. Reconhecer isso não é culpar ninguém, mas sim libertar-se do peso de carregar palavras que não nasceram no seu coração.
Você tem o direito de reescrever
Se tem algo poderoso que você pode fazer por si mesma é questionar. E, depois de questionar, reescrever. Não precisa fazer isso com pressa. Comece identificando uma única frase que te limita. Questione sua origem. Olhe pra ela com compaixão. E depois, substitua por algo mais verdadeiro — algo que represente quem você está se tornando.
Você não é obrigada a continuar vivendo sob a sombra de rótulos antigos. Pode escolher uma nova versão. Uma que venha do seu centro, da sua verdade, da sua liberdade.
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